Dei os primeiros passos,
Caminhavas a meu lado.
Olhei para o lado e lá estavas tu:
Sempre de sorriso esboçado.
O teu olhar desenhado
E sem forma de copiar.
A tua forma de pensar,
Que nunca ninguém perceberá.
Lançaste as cartas...
Como sempre lanças, sem sequer perguntares em que jogo queria entrar...
Baralhaste os dados, sem saberes se teria forma de apostar ao mesmo nível que tu.
É vinciante. Sem ter noção do quão alto estava a apostar, fui tornando o desafio cada vez maior. E agora aqui estou eu, a dar tudo o que de mais valioso tenho. E o vicio torna-se cada vez maior... Nao há volta a dar. Entrei neste ciclo onde tu comandas o jogo; tu és a minha carta mais valiosa; tu dizes quanto apostar, quando apostar e nem justificas o porquê de fazê-lo.E eu? Eu limito-me a jogar e a cumprir as tuas regras, para que o jogo não acabe de vez e as apostas deixem de existir.
É errado? deveria ter noção primeiro de onde me estava a meter? deveria ter perguntado onde isto daria? deveria ter pensado que podia ficar sem nada? acho que não... porque se o fizesse, não teria ganho parte do jogo que ganhei e não teria aprendido a jogar com as únicas cartas que me foram dadas. Porque se, mais tarde, entrar num outro jogo, o desafio pode aumentar, a dificuldade pode ser ainda maior e as hipóteses de escolha ainda mais escassas. Ao menos posso dizer que foi contigo que aprendi a jogar. Foi contigo que aprendi a perder, a ganhar e, quando necessário a empatar. E isso basta.
Continuo a olhar para o lado.
Tu continuas lá.
Ensinas-me, matas-me, reanimas-me.
E o teu sorriso continua... apenas esboçado.
Matas-me... um sorriso... esboçado.
Vais torna-lo definido algum dia? Sabes que te digo que não é isso que procuro. Mas, na verdade, é com isso que sonho...
Sempre...
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