sexta-feira, 23 de julho de 2010

Verao-Outono-Inverno-Primavera-Verao.

Não quero que faça um ano.
Sim, é verdade: era Verão.
Muitas vezes dizem que as férias de Verão são a época das grandes paixões E as outras estações? São a continuação de tudo?
As épocas frias são quando sentimos mais necessidade de termos alguém do nosso lado. Já a Primavera, é a altura em que vimos tudo mais bonito. Onde nos sentimos mais alegres. (Mais apaixonados?) Afinal qual é a altura do ano em que não amamos? Amei-te em todas elas, sem excepção. Apena não quero que uma data se complete.
As audições voltaram. É engraçado, continuo a amar-te.
O último abraço que te dei foi a minha maior tentativa de um "adeus". Já não te re-conheço (sublinho o re-conheço mal escrito). Mudaste. Ainda bem? Quem me dera que fosses o mesmo. Todos os dias me pareces belo. Possuis uma beleza sem fim... Que so eu sou capaz de ver.
"A Verdade, seja ela qual for, é sempre menos terrível que a incerteza". Gostava que Tchékov tivesse um dia conversado contigo. A incerteza é terrível! Viver na incerteza é como viver num labirinto sem saída. Todas as vezes que não te amei foi por não saber se me deixavas amar-te. Nunca mo disseste. Nunca respondeste. Por vezes penso o quão parva fui em não te ter mostrado quem sou e não te ter feito ver o tamanho de tudo aquilo que fui por ti. Já não são precisas mais palavras, elas estragaram sempre tudo: fosse pela sua presença ou pela sua ausência.

Embora agora já não seja capaz, Amo-te P. E mesmo que saiba que isso não é eterno, tudo em mim diz agora que sim.

Adeus?...
Adeus!


(Tudo isto foi escrito antes de dia 14 de Julho)