sexta-feira, 28 de maio de 2010

Trocar!

Fecha os olhos.
Agora, imagina-nos na cena do livro.
Consegues imaginar?
Cada palavra, cada olhar, cada explicação que ainda não compreendemos.
Mesmo assim... Consegues ver-nos?
Qual é o efeito?
"Nas tuas orações lembrados sejam meus pecados todos"..."Agradeço humildemente: bem, bem, bem"... "Não, eu não. nunca te dei nada"... "Deus deu-vos uma cara mas vós fabricais outra"... "Vai para um convento e vai depressa"
É nisto que tudo se resume. Percebes?

"Afecto! Ora, falas de acordo com teus verdes anos. Incautos em tão perigosa circunstância. Acreditas mesmo nisso a que chamas de sinais?"

A resposta será sempre: "meu senhor.". . . . meu?
"Não sei, meu senhor, que deva pensar"
Será sempre isto e nada mais.
"Nada mais?"

Nada mais.

Tal como nos dizem, O Hamlet é a peça das nossas vidas... de Todas as vidas.
Peço-te agora que fiques com isto. Um dia, a sala vai ser nossa e juntos o faremos. Um dia......................................................................................................................................................................................................................Apenas um dia.................................................




"Não representamos quando estamos em palco. Mas sim na vida"
"Quando estamos a falar não estamos no presente. Mas sim no passado ou no futuro"
(São com os maiores mestres que aprendemos)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ser ou não ser? Será mesmo melhor não ser?

Dançaste... Como brilhavas!
Sorristes... Como iluminaste!
Choraste... Como isso foi aliviante!
Ficaste bem, ficaste mal, enganaste-te e fizeste o correcto... Como isso tudo foi bem feito!
Não sabes como está a ser não existires. Cada vez menos existes. Cada vez menos fazes parte de mim. Continuo eu sentada à espera que passes, e quando passas? "quem me dera não o ter visto hoje. Quem me dera que ele não existisse de verdade. Quem me dera nunca o ter conhecido. Quem me dera que um dia se decidisse... (se decidisse por mim). Ahh, quem me dera... Quem em dera que me amasses como eu o faço contigo!" Porque é que hoje, ao apenas te dirigir uma palavra, sai a chorar como se o mundo fosse acabar? O que se passa contigo? Que se passa comigo? Que se passa "connosco"? É esta a decisão mais acertada? Nunca saberei!

(adeus!--> quem me dera puder dizer-to.
A saudade aperta!---> quem me dera conseguir não senti-lo)

Estou farta de escrever sempre e sempre o mesmo!!!

domingo, 23 de maio de 2010

Num lugar diferente

Pela primeira vez te escrevo ao acordar. Penso que os nossos pensamentos e quereres estão mais clarificados, mais sinceros. Dormi sobre o assunto, como normalmente faço. Sonhei (nunca passa disso). Sonhei contigo. E acho que os sonhos que temos, muitas vezes, são reflecções dos nossos desejos não realizados. Mas voltando ao que importa, acho que `nunca´ irei perceber se gostas mesmo de mim ou não. Porque o que mostras dá sempre para os dois lados. E como continuar assim está a prender-me a todos os níveis, prefiro acreditar que não gostas e ficar com as lembranças, as lembranças boas, que juntos tivemos. Ficarei sempre à tua espera, na esperança que te tornes claro. Mas será uma espera agora com vida, da minha parte.
Lembra-te: embora de modo diferente, vou ficar sempre aqui, mas desta vez de pé.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Adeus?... Até logo.

Sinto-me aliviada por saber que já estás bem...
Como tudo muda sem darmos por nada, já reparaste? Pensamos que quando estamos longe de tudo o resto, apenas nós ficamos diferentes. Mas não... Por vezes somos nós que ficamos na mesma, porque continuamos sempre com o pensamento fixo daquilo que se altera constantemente... E em vez de deixarmos que as coisas aconteçam connosco, fazemos com que nós aconteçamos com os outros. É confuso... Estranho. Não te quero largar... Mas quero viver. Por qual optar? Largar-te e viver "mal", ou viver "mal" por não te conseguir largar?
Hoje disseram-me "não faças isso. Deixa de quererer sempre o 8 ou o 80"... Mas esse tem sido o meu maior erro, enfrentar o meio termo. As tuas dúvidas, as tuas indecisões, as tuas paranóias, as tuas...... ou as minhas?
Espero que hoje tenhas lido o meu monólogo e que eu dia seja teu... ou o nosso diálogo. Não interpretes de forma errada, mas preciso de descansar de ti. Desistir, sabes que não. Mas não quero que o ar me falte, tenho de respirar fundo. E para isso preciso de escolher o 8 do 80.
(Veremos quanto tempo durará!)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

"...Hoje é o dia"

Afinal que se passou? Será que esteve sempre tudo na mesma e eu é que criei ilusões e fantasias apenas por simples "adoro-te´s" e beijos de despedida? Ou será que realmente mudou, mas durante pouco tempo? Será que percebeste que não passava tudo de um erro? Voltaste a fechar-te no teu canto. E eu? Como sempre respeito. Respeito-te. E mesmo que não seja real, continuo a arranjar maneira de respeitar-te, compreender-te e achar que a culpa foi, é e será minha.
Mais uma vez voltarei a tentar: "Um dia vou deixar de pensar em ti e parto para outra... Hoje é o dia". Conversas sem respostas. Enquanto te fechas em casa porque assim tem de ser, este monólogo espera-te onde eu todos os dias anseio por, nem que seja, te observar por um segundo.
Desde de domingo que me pergunto: "aquele beijo em que despertaste um amor que pensavas adormecido, terá sido o último?" Sabes, naquele momento aconteceu aquilo que nunca conseguimos fazer - fugir, juntos, da multidão. Fugir... repito: da multidão. Não um do outro.
Tal como escreveram por mim há alguns dias, sei que não podes ser meu; que não pertencemos um ao outro. Mas se assim é, porque lutar contra isso? Espero que desta seja de vez e que a semente transformada se feche definitivamente, mas não murche nunca.
Posso cada vez mais escrever-te: Amo-te e apenas por isso te odeio.

P.S.: Tenho tudo preso cá dentro. Por favor: fica bem depressa, para te puder dizer todas as tuas palavras que ainda tenho em mim.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Zmar vs 2908

Bem, te quis...
Mal, me quiseste...
Muito, te quero...
Pouco, me queres...
...ou...
Nada, quererei!

Assim como pensei... Fui com a ideia de que não gostaria e sai de lá a adorar! Obrigada pelos 15min. de silêncio... Obrigada por tudo o que mudaram em mim... em nós!
Tive pena de me teres estragado alguns momentos que poderia ter aproveitado . . De estares a dois passos de mim durante a noite toda, e de me ter fechado em casa. De o último desafio não ter chegado até ao fim porque a viagem foi longa demais (ou demasiado curta).
Agora, vou seguir o conselho que me deram: não descer ao tapete e "acreditar em mim". Em ti? : Boa noite...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

2ºano

"Hoje começou o vosso segundo ano"
Disse por estas palavras após uma conversa que me desiludiu... Ou melhor... Depois de alguém o ter feito.
Será a partir de hoje que veremos quem realmente presta e o que são verdadeiramente... Custou... Custou que tudo aquilo que nos disseram no início esteja a tornar-se real. Que as pessoas não consigam abrir a porta do seu quarto deixando entrarem lá, sabendo que haverá ristos... Mas surpresas também. E depois de tudo, o que me resta? como sempre, nunca guardar rancor de ninguém, porque "nunca é por mal"! É desnecessário continuar a pensar assim? Mais uma dúvida... Mas penso que não. Afinal é ser assim que me faz sentir bem... inconsciente... mas bem. Se hoje começou, veremos apenas ou acabará e com quem acabará.
Clube da felicidade? UI!!! Que a sorte seja lançada... ou que o azar nos visite...
"Façam o favor de ser felizes"... não é? Carpe Diem...(como tiver de ser)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sempre a mesma canção... cantada.

Dei os primeiros passos,
Caminhavas a meu lado.
Olhei para o lado e lá estavas tu:
Sempre de sorriso esboçado.
O teu olhar desenhado
E sem forma de copiar.
A tua forma de pensar,
Que nunca ninguém perceberá.
Lançaste as cartas...
Como sempre lanças, sem sequer perguntares em que jogo queria entrar...
Baralhaste os dados, sem saberes se teria forma de apostar ao mesmo nível que tu.
É vinciante. Sem ter noção do quão alto estava a apostar, fui tornando o desafio cada vez maior. E agora aqui estou eu, a dar tudo o que de mais valioso tenho. E o vicio torna-se cada vez maior... Nao há volta a dar. Entrei neste ciclo onde tu comandas o jogo; tu és a minha carta mais valiosa; tu dizes quanto apostar, quando apostar e nem justificas o porquê de fazê-lo.E eu? Eu limito-me a jogar e a cumprir as tuas regras, para que o jogo não acabe de vez e as apostas deixem de existir.
É errado? deveria ter noção primeiro de onde me estava a meter? deveria ter perguntado onde isto daria? deveria ter pensado que podia ficar sem nada? acho que não... porque se o fizesse, não teria ganho parte do jogo que ganhei e não teria aprendido a jogar com as únicas cartas que me foram dadas. Porque se, mais tarde, entrar num outro jogo, o desafio pode aumentar, a dificuldade pode ser ainda maior e as hipóteses de escolha ainda mais escassas. Ao menos posso dizer que foi contigo que aprendi a jogar. Foi contigo que aprendi a perder, a ganhar e, quando necessário a empatar. E isso basta.
Continuo a olhar para o lado.
Tu continuas lá.
Ensinas-me, matas-me, reanimas-me.
E o teu sorriso continua... apenas esboçado.
Matas-me... um sorriso... esboçado.
Vais torna-lo definido algum dia? Sabes que te digo que não é isso que procuro. Mas, na verdade, é com isso que sonho...
Sempre...

terça-feira, 11 de maio de 2010

"All you need is love"

That´s right... All you need is love. I can´t say that all I need is love, all I need is you, because it isn´t true. Nao posso dizer que te precise.
Nao seria verdadeiro dizer que es tudo o que mais preciso.
Preciso de muito mais. Nem sei bem de que nem porque, mas preciso.
Uma vez disseram-me que o inicio das relacoes é o unico momento em que estas sao perfeitas... Nao acreditei. E continuo sem acreditar. Nao sei onde esta relacao comecou. Nao olhei para as horas nem para o dia (nao seria necessario). Nao faco ideia de que genero de relacao me estou a referir e a que me estou a entregar... Mas estas a devolver-me aquela paz e tranquilidade que outrora me tiraste. Com o tempo estas a ficar com aquela simplicidade que tanto aprecio... Estou feliz. E nao quero pensar no futuro, porque sei que se o fizesse, prender-me-ia ainda mais e nao teria motivos para o fazer. Acho que o paragrafo esta a ser mudado, embora a historia se mantenha. E era esse o objectivo! Como é bom seres tu a muda-lo...
Mais uma vez, amanha... Vai ser lindo, tenho a certeza disso!*

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Quando uma alma seca um corpo...

Hoje estou cansada. Cansei-me fisica e psicologicamente por ter entrado num corpo que nao é o meu. Encontrei um lugar diferente. Pensei de outra maneira, senti-me mudada, sem saber ao certo onde estava cada parte do meu corpo, do meu pensamento, das minhas ideias... Mas nao podia esperar outra coisa. Afinal nao era realmente nada meu. Era apenas uma personagem que estava a comecar a dar vida e que me sufoca.. por ser tao magica, tao completa. Ela mete-me medo. Medo como poucas coisas na vida. Passei toda a minha vida a adiar o sofrimento com o pensamento de que no "amanha" acordaria e ja tudo teria passado. E sem me dar conta, fui acumulando tudo isso, como se assim passasse. Mas foi mesmo isso: adiei. Agora esta tudo a cair com atraso de dias, meses e mesmo anos. Aquela personagem que mostra ser fraca e sensivel, tem mais quereres que eu e uma forca tao grande que consegue partir o meu coracao ao meio e tirar de la tudo o que nunca mais deveria voltar ca fora. E agora o que me resta? Aceitar e dar-lhe de maos beijadas tudo aquilo que com o meu consentimento me tira? Deixar que me mate por momentos para voltar a ter cinco minutos de vida? Talvez sejam mais importantes para ela, talvez tenha algo para dizer que eu,no meu corpo e na minha mente nao sou capaz de prenunciar. Tenho vontade de lhe dizer: por favor, fica para sempre. Ja que vieste e me tiraste, nao me deixes voltar e fica para sempre. Mas e desnecessario. Depois deste corpo, muitos mais virao, muitos mais choros e angustias. Muitos mais berros sairao daquele "Vaticano" onde so nos encontramos energia. E no fim de tudo isto o que acontecera?... Hoje nao preciso de respostas a nada, porque a estas perguntas ninguem sabe de certeza responder. "porque digam o que disserem, nós, os loucos e inteligentes, é que mandamos nisto tudo!"... "Boa noite senhoras... Boa noite. Boa noite"

E quanto a ti, hoje tenho apenas algumas palavras: muita merda para as apresentacoes. Sei que vais estar bem. O palco sera teu. (L)

sábado, 8 de maio de 2010

O teu olhar...

Quais passagens em branco?
Quais motivos de loucura?
Quais amores perdidos?
Qual receio de te agarrar e sem pudor nem vergonha te dizer que quero que sejas meu?
Que te amo?
Qual ansiedade de espera que nunca me satisfaz?
Que paranoias que me prendem sem me deixar fazer tudo aquilo que quero?
Que raio de estupidez que me enche a cabeca!
Tenho de admitir que nao percebo nada. Estou a viver problemas que sinto nao serem os meus. Estou com dores de cabeca que nao originaram em mim.... É parvo! Sabes... é ...incauto... sentir-me assim. Tentar vir aqui escrever e nao o fazer. Porque os dedos escrevem por si: para ti. Estou tão farta de nem conseguir chorar.. de tudo o que escrevo ser tanto para ti e nem te escrever. Sei que nao podes ser meu. La bem no fundo sei disso. Mas nao quero nem posso admitir isso porque nao concordo que nao possas ser meu quando me sinto tao entregue em ti. Ja tentei de tudo, ja tentei fazer tudo o que estava ao meu alcance para te apagar. Mas juro que nao consigo. Tu bates tao la dentro que e complicado puxar para cima. Tens a capacidade de olhar e so por assim ficar. Se consegues perceber assim tao bem as pessoas e ver o que esta dentro delas porque nao o fazes comigo? e contigo?! posso mal ter comecado a minha vida, mas do que vivi, nunca senti nada assim. e porque? sera mais outra pergunta a que ninguem sabe responder? Estou farta.

terça-feira, 4 de maio de 2010

...

Os dias passam...
Quanto a isso nada posso fazer. É inevitável. As coisas levam o seu caminho lógico de ser sem perguntarem sequer se o podem fazer. E tudo vai acontecendo, os momentos vão mudando. As antigas memórias dão lugar as meras novas lembranças e tu continuas lá... Sempre sentado a assistir a tudo sem te puderes mexer, sem puderes dar opinião, porque sabes que ela não valeria de nada. E mais uma vez digo... Tudo passa... Em vão? Até quando isto será sempre a mesma incógnita? Aquela que por mais que os movimentos mudem, não passara sempre de uma estúpida e insignificante incógnita. Um dia saberia a resposta... Sei que sim. Afinal, por mais sufocante que tudo isto seja, acabamos por nos habituar e dar lugar a tudo aquilo que nunca foi nada...

sábado, 1 de maio de 2010