segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Das duas uma...

Hoje estou com uma "energia" negativa. Não quero voltar a escrever coisas neste blog que não sejam boas. Não nos tempos mais próximos. Até porque sei que amanhã vou acordar e já não vou estar assim. Porquê? Não vou guardar as memórias que são erradas porque amanhã vou ver o certo assim que chegar ao meu destino. É assim que as coisas são. Chegamos ao nosso objectivo e das duas uma: ou bate certo. Ou simplesmente não bate. Hoje não bateu. Ontem e amanhã baterá certo. Desculpa... Por seres tudo para mim e eu não te estar a dar sequer o meu pior.
Há pouco tempo escrevi "amo-te...e por isso odeio-te"... Sempre te disse que não sabia se era amor. E agora tive a resposta. Por ti foi apenas o desenho do ideal. Que se mostrou errado. Amar não é ansiar sem resposta, é nem sequer ter de esperar pela fala do outro. Amar não pode ser chorar, sorrir, chorar. Amar é rir, lacrimejar, rir... Amar não é esperar 24horas, 24dias ou seja o que for por um beijo. Amar é não haver espaço entre dois beijos seguidos. Não consigo amar aquele que fala sobre mim, mas aquele que conversa comigo. Só estou a escrever tontices. Mas não te posso ter amado. Senti por ti um desejo que cresceu pela ausência de resposta. Agora amo-te? Tenho a certeza que sim. Porque sinto todos os sintomas do amor. Sintomas esses que só vêm no nosso dicionário. Porque o amor pode ser isso, um dicionário que todos podem ler, mas apenas duas pessoas o criam e percebem. Duas? Uma! Assim como muitas vezes termino neste blog:

Amo-te!

Mas........

Por isso sou feliz!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Nunca é tarde

É verdade. Nunca é tarde para começar... Ou recomeçar. Habitualmente escrevo neste blog simplesmente porque tive um dia mau e preciso de desabafar (por escrita. Parece estranho, não?). Mas hoje apetece-me escrever porque acho que nunca é tarde. Estou feliz. E essa felicidade dura há quase um mês. Tantas lamentações que escrevi e tantos erros que cometi. Sempre soube que voltaria a sentir algo de fascinante por outra pessoa. E aqui estou eu: estranhamente alegre. Como não me sentia há muito tempo. Não posso dizer que o passado está totalmente no passado e que já não me incomoda, porque seria mentira. Mas agora quero começar uma nova etapa da minha vida. Ou melhor, já comecei. Um grande amigo tornado nisto: algo paradoxo e inimaginável. Estou completamente apaixonada e isso tranquiliza-me porque sempre o conheci e soube que era uma pessoa com quem se pode sonhar mas também viver. Obrigada a seja lá quem for que isto deve ser agradecido. Talvez a ti...
Estou feliz. E isso é tudo.

=)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dias que insistem todos os anos...

Dois anos seguidos em que o mesmo dia, pela mesma hora, não deviam acontecer. Dois dias. Dois anos. Duas vidas posso mesmo dizer. Duas vidas que perdemos, duas que forçadamente ganhamos. Duas almas que admiramos, dois corpos que continuam presentes mas intocáveis. Como é que por vezes chegamos a pensar que é triste, ou mesmo perigoso perdermos uma paixão quando o que realmente nos pode arruinar é perdermos sonhos. Dois. Dois sonhos com vida, com corpo e alma.
E é isso que custa, saber que está tão perto e é tão pouco possível. Perceber que não pode depender de nós voltar a ter aquilo que "sempre"/sempre tivemos. É irónico... E cá estou eu: a escrever porque apesar de ter tido um bom dia, ele terminou de uma forma pouco favorável. Risos de loucura? voltarão a haver? Que se lixe tudo aquilo que não acredita que a loucura tem risos e lágrimas porque foi isso que aprendemos. E nada mais. Nada mais?... Nada mais!!!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Don´t Stop...

Seria desnecessário parar. Já está no passado. Porque não continuar a escrever o futuro?...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Verao-Outono-Inverno-Primavera-Verao.

Não quero que faça um ano.
Sim, é verdade: era Verão.
Muitas vezes dizem que as férias de Verão são a época das grandes paixões E as outras estações? São a continuação de tudo?
As épocas frias são quando sentimos mais necessidade de termos alguém do nosso lado. Já a Primavera, é a altura em que vimos tudo mais bonito. Onde nos sentimos mais alegres. (Mais apaixonados?) Afinal qual é a altura do ano em que não amamos? Amei-te em todas elas, sem excepção. Apena não quero que uma data se complete.
As audições voltaram. É engraçado, continuo a amar-te.
O último abraço que te dei foi a minha maior tentativa de um "adeus". Já não te re-conheço (sublinho o re-conheço mal escrito). Mudaste. Ainda bem? Quem me dera que fosses o mesmo. Todos os dias me pareces belo. Possuis uma beleza sem fim... Que so eu sou capaz de ver.
"A Verdade, seja ela qual for, é sempre menos terrível que a incerteza". Gostava que Tchékov tivesse um dia conversado contigo. A incerteza é terrível! Viver na incerteza é como viver num labirinto sem saída. Todas as vezes que não te amei foi por não saber se me deixavas amar-te. Nunca mo disseste. Nunca respondeste. Por vezes penso o quão parva fui em não te ter mostrado quem sou e não te ter feito ver o tamanho de tudo aquilo que fui por ti. Já não são precisas mais palavras, elas estragaram sempre tudo: fosse pela sua presença ou pela sua ausência.

Embora agora já não seja capaz, Amo-te P. E mesmo que saiba que isso não é eterno, tudo em mim diz agora que sim.

Adeus?...
Adeus!


(Tudo isto foi escrito antes de dia 14 de Julho)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Trocar!

Fecha os olhos.
Agora, imagina-nos na cena do livro.
Consegues imaginar?
Cada palavra, cada olhar, cada explicação que ainda não compreendemos.
Mesmo assim... Consegues ver-nos?
Qual é o efeito?
"Nas tuas orações lembrados sejam meus pecados todos"..."Agradeço humildemente: bem, bem, bem"... "Não, eu não. nunca te dei nada"... "Deus deu-vos uma cara mas vós fabricais outra"... "Vai para um convento e vai depressa"
É nisto que tudo se resume. Percebes?

"Afecto! Ora, falas de acordo com teus verdes anos. Incautos em tão perigosa circunstância. Acreditas mesmo nisso a que chamas de sinais?"

A resposta será sempre: "meu senhor.". . . . meu?
"Não sei, meu senhor, que deva pensar"
Será sempre isto e nada mais.
"Nada mais?"

Nada mais.

Tal como nos dizem, O Hamlet é a peça das nossas vidas... de Todas as vidas.
Peço-te agora que fiques com isto. Um dia, a sala vai ser nossa e juntos o faremos. Um dia......................................................................................................................................................................................................................Apenas um dia.................................................




"Não representamos quando estamos em palco. Mas sim na vida"
"Quando estamos a falar não estamos no presente. Mas sim no passado ou no futuro"
(São com os maiores mestres que aprendemos)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ser ou não ser? Será mesmo melhor não ser?

Dançaste... Como brilhavas!
Sorristes... Como iluminaste!
Choraste... Como isso foi aliviante!
Ficaste bem, ficaste mal, enganaste-te e fizeste o correcto... Como isso tudo foi bem feito!
Não sabes como está a ser não existires. Cada vez menos existes. Cada vez menos fazes parte de mim. Continuo eu sentada à espera que passes, e quando passas? "quem me dera não o ter visto hoje. Quem me dera que ele não existisse de verdade. Quem me dera nunca o ter conhecido. Quem me dera que um dia se decidisse... (se decidisse por mim). Ahh, quem me dera... Quem em dera que me amasses como eu o faço contigo!" Porque é que hoje, ao apenas te dirigir uma palavra, sai a chorar como se o mundo fosse acabar? O que se passa contigo? Que se passa comigo? Que se passa "connosco"? É esta a decisão mais acertada? Nunca saberei!

(adeus!--> quem me dera puder dizer-to.
A saudade aperta!---> quem me dera conseguir não senti-lo)

Estou farta de escrever sempre e sempre o mesmo!!!